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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Protocolo Neriane Libardi - 6º Encontro Forfezinho

Neriane Libardi


PROTOCOLO DO 6° ENCONTRO – 11/07/2010



No sexto encontro do projeto Forfezinho trabalhamos com o texto A exibição das palavras: uma ideia política do teatro, de Denis Guénoun.


O texto trata da questão do teatro como um ato político, no sentido de que as escolhas de como e o que fazer implicam consequências e interferem na ideia consciente ou inconsciente daquilo que eu quero transmitir. A maneira como eu monto um cenário; como eu desejo apresentar o espetáculo; o lugar que eu escolho para a peça, se é num teatro fechado, se é na rua... Tudo isso implica uma produção de sentido, onde as ações ganham intenção e significado.


As escolhas que realizo estão repletas de significados e implicam uma intenção. Mesmo que eu desconheça o que está por trás de uma ação, de um fato ou de uma maneira de organização, a partir do momento que escolho fazer de um jeito e não de outro, essa escolha por si só já significa uma intenção. Portanto por trás de uma escolha há sempre uma intenção.


Nós discutimos muito que escolher é importante, mas que mais importante ainda é a escolha consciente. É quando escolhemos sabendo qual é a nossa intenção, qual é o nosso objetivo; é quando percebemos o que está “por trás do pano”; é quando nos damos conta dos processos históricos e construções sociais que nos revelam porque tal coisa acontece de tal maneira e somos capazes de tomarmos uma posição crítica perante elas.


Quando reproduzidos algo precisamos ter a consciência do que estamos reproduzindo. As nossas escolhas devem sempre ter intenções conscientes.


Em cima do texto elaboramos questões, individualmente e depois em grupo, que nortearam nossas discussões sobre o fazer teatral e sobre as consequências das escolhas. Meu grupo (Dermes, Djeisa e eu) elaborou três questões: Por que o teatro é político? Qual a relação entre o público e o teatro? Em que medida elementos como palco, coro, definem o político no teatro?


As questões foram trocadas entre os grupos e cada grupo teve que abordá-las de forma cênica, de maneira a respondê-las, problematizá-las ou ilustrá-las.


Foi muito gostoso, adorei a discussão. Cada um pôde contribuir com suas idéias, suas interpretações e conclusões sobre o texto estudado.


Após esse momento de aprofundamento teórico, ensaiamos os esquetes do Experimento Arthur Azevedo que será apresentado no próximo dia 24.






PALAVRAS SOBRE O ENCONTRO: Conhecimento, escolha, objetivo, produção.


Neriane Libardi



Protocolo Samuka

Samuel Fernandes (Samuka)


FORFEZINHO – estamos no caminho certo !!!




Particularmente estou muito feliz com os resultados que o


nosso grupo vem conquistando...






Nossas cenas, nossa dedicação nas Oficinas,


a confiança de cada um de que tudo pode dar muito certo!


A amizade, o carinho, o amor que temos um com os outros


é algo que nos deixa cada dia mais fortes e vivos.


As Oficinas comunitárias começaram com 80 pessoas, já pensou? kkk


Depois que acabou o projeto, ficaram 35 pessoas.


Começamos uma batalha para que o projeto não tivesse fim,


afinal a primeira coisa que aprendemos foi:


“Teatro é um caminho só de ida, não tem fim e não tem volta”.


Bem-vindos ao Teatro!!


E assim fomos caminhando, caminhando... olho no olho!


Cumplicidade, respeito, dedicação, gratidão...


Hoje estamos com 13 pessoas!! Apaixonados e amantes da arte.






Augusto, Dermes, Djeisa, Eduardo (Edu), Eduardo (Eduardinho), Fernando, Joseane, Julio, Marcelo, Cobra, Neriane, Samuel, Wilma, Muka.






“Guerreiros e Sobreviventes – Galera ponta firme !!!”






Todos nós temos uma história para ser contada.


Das Oficinas, da amizade, do que é o Teatro!!!


De como cada indivíduo foi se transformando


e aos poucos se tornando parte do todo!!!


Hoje vejo que o Forfezinho, além de um grupo de estudos de Teatro,


É também uma família de vários povos que se uniram e se tornaram uma só gente.


Agradecemos!!! e Agradecemos ao ForFé!!!


Por sua dedicação e amor para cada membro dessa família...


Eles podem até não saber, ou sabem, que somos seus filhos.


Sentimos que o Forfé adotou a cada um de nós!






Obrigado ao Forfé e a todos os amigos e irmãos do Forfezinho!!






Eu sou o Samuka, esse é meu protocolo. Só não vale chorar...






Se emocionar pode ! Somos vencedores a cada dia.